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Clin Social visita o Palácio da Justiça e promove aula de cidadania para crianças e adolescentes

No dia 1 de junho, alunos do Clin Social – programa da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) – viveram uma experiência especial e repleta de descobertas ao visitarem o Palácio da Justiça, no Centro de Niterói.

A atividade foi conduzida pelos arte-educadores do Museu da Justiça, Sthefani Teixeira e Whiverson Reis, e começou na Praça da República, em frente ao edifício histórico. Durante o percurso, as crianças e adolescentes participaram de uma verdadeira aula sobre a história da cidade, conhecendo detalhes da arquitetura do local, o período em que Niterói foi capital do Estado do Rio de Janeiro, os prédios históricos do entorno, o mangue que existia na região antes da construção da praça e a inauguração do Palácio da Justiça, em 1919.

Os participantes também aprenderam sobre os símbolos da Justiça e seus significados em uma época em que grande parte da população não era alfabetizada. Elementos como a espada, a balança, o pergaminho e o fogo presentes nas esculturas do prédio ajudaram a contar essa história de forma lúdica e envolvente.
Ao entrarem no prédio, os alunos mergulharam ainda mais na história do local. Conheceram a estátua de Rui Barbosa (1849-1923), importante jurista, político e intelectual brasileiro, e descobriram curiosidades sobre a relevância de Niterói na época, além de observarem móveis originais e quadros que retratam a antiga Vila Real da Praia Grande.

O grupo também visitou a exposição ‘Pontilhismo’, do artista Guilherme Mouzinho, que retrata importantes referências históricas e culturais da cidade, como a Pedra do Índio, na Praia de Icaraí, a Igreja São Lourenço dos Índios, a Estátua de Arariboia, a Barca Boa Viagem, a Ponte Rio-Niterói e a Fortaleza de Santa Cruz.
Os estudantes ficaram encantados ao conhecer o Tribunal do Júri e o Tribunal Pleno, espaços onde aprenderam sobre o funcionamento da Justiça e as diferenças entre cada instância.

A visita foi encerrada com uma atividade prática e interativa no Tribunal do Júri. As crianças assumiram os papéis de juiz, secretário, promotor, advogados, réu, vítima e jurados em uma simulação baseada em um caso de tentativa de homicídio motivada por bullying. Ao final da encenação, o réu foi absolvido e ficou decidido que os envolvidos fariam as pazes e participariam de um seminário sobre prevenção à violência física e psicológica.

A experiência marcou os participantes. Rayssa Motta, de 10 anos, saiu encantada com a visita.
“Gostei muito do passeio. Achei tudo muito interessante e quero voltar outras vezes. Adorei participar do Tribunal do Júri. Fui uma das juradas e participei da deliberação. Gostei muito da parte sobre bullying e sobre fazer as pazes. Entrei no projeto este ano e estou amando. Quando crescer, quero ser advogada ou empresária”, contou.

Já Guilherme Fernandes Diniz, também de 10 anos, destacou o quanto aprendeu durante a atividade.
“Aqui aprendemos muito. Gostei de tudo: das estruturas do lado de fora, das fotos, da exposição e do tribunal”, disse o menino, que representou o secretário durante a simulação. Ao ser perguntado sobre a profissão que deseja seguir no futuro, respondeu sem hesitar: “Quero ser secretário”.

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