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Clin participa do ‘Julho das Pretas’, com roda de conversa

Na última quarta-feira, dia 30 de julho, a Companhia de Limpeza de Niterói ofereceu às colaboradoras da Empresa a roda de conversa ‘Inclusão e Políticas Afirmativas’, comandada por Roseli Rocha, assistente social da Fiocruz. A ação faz parte do evento ‘Julho das Pretas’.

No bate-papo, foram abordados assuntos como: ações afirmativas para negros, negras e indígenas; importância da denúncia de qualquer ato ou omissão por racismo; desigualdade na educação em relação à população negra; igualdade e equidade; racismo estrutural e suas múltiplas expressões; entre outros. Roseli explicou, ainda, a importância de incorporar, como elemento indispensável, a questão étnico-racial nos debates, pesquisas e políticas públicas e as diferenças entre os racismos interpessoal, ambiental, religioso, ‘recreativo’ e institucional. Cotas para pessoas com deficiências no serviço público da união e para mulheres nas candidaturas partidárias foram temas também abordados, com a citação das referidas leis.

Roseli apresentou o Censo do IBGE de 2022, que indica que, entre a população brasileira, 45,3% se declararam como parda, o equivalente a cerca de 92,1 milhões de pessoas, e que aproximadamente 43,5% ou 88,2 milhões de pessoas se declararam brancas. O número de indígenas, de acordo com a autodeclaração, ficou em 0,6%. Ainda de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 0,4% se entendem como amarelas e 10,2% ou 20,6 milhões se declararam pretas.

“Nós vivemos em uma sociedade estruturalmente racista. O povo negro sofre e vivencia no Brasil as múltiplas expressões deste racismo estrutural. Então, uma instituição como a Clin trazer para seus funcionários um debate como esse é muito importante. Ela precisa se empenhar na luta antirracista. A sociedade brasileira deve assumir esse lugar de enfrentamento ao racismo, não apenas no Julho das Pretas, mas ao longo do ano. Que esta luta contra o racismo institucional seja permanente”, afirma Roseli Rocha, que faz parte da equipe da coordenação de equidade, diversidade, inclusão e políticas afirmativas da Fiocruz.

A gari Simone Oliveira dos Santos, há quase 30 anos na Clin, achou a conversa muito esclarecedora: “amei a palestra! Aprendi bastante. A Companhia está de parabéns, pois precisamos dessas conversas para termos mais informações. Sempre soube que o racismo existe e nós temos que combatê-lo. Não podemos permitir e nem aceitar a discriminação. Falo isso para as minhas filhas, que precisamos persistir no combate ao racismo para podermos melhorar. Eu sou uma mulher negra, honro a minha cor, tenho atitude, sou guerreira e criei três filhas sozinha”.

Sobre Julho das Pretas:

Foi criado pelo Odara – Instituto da Mulher Negra em 2013. A iniciativa visa celebrar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado em 25 de julho, e promover ações de incidência política e agendas conjuntas com organizações e movimentos de mulheres negras no Brasil. O objetivo é fortalecer a ação política coletiva e autônoma das mulheres negras em diversas esferas da sociedade.

Em Niterói, a participação da Clin foi a convite da Secretaria da Mulher.

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